Neste livro, Luiz Ruffato busca desvendar São Paulo. Não apenas a metrópole com seus engarrafamentos, seus parques, ou o dinheiro correndo por entre os conglomerados econômicos. Ruffato decifra a cidade que está estampada todos os dias, minutos e segundos em nossa frente. Uma cidade rasgada pela diversidade humana, mosaico composto por gente de todos os lados do Brasil e de todas as classes sociais existentes e inexistentes. Gente perdida num anonimato interminável como exige o viver em São Paulo. Casais desfeitos, crianças roídas por ratos em barracos imundos, gente assassinada em seqüestros relâmpagos, vendedores ambulantes, velhos sem mercado de trabalho, famílias vivendo aglomeradas em caixas-apartamentos, pastores pregando em praça pública, pedintes, vendedores de balas, assaltantes, motoristas de táxi contando suas vidas aos passageiros, recordações da vida boa do interior deixada pra trás em nome do dinheiro e da sobrevivência. Os quadros se multiplicam e de desdobram. Como se a escrita de Ruffato retratasse um dia nas vidas de São Paulo. A linguagem fragmentada reflete a correria da maior metrópole da América do Sul. Cada mudança de história parece uma simples piscadela para o tempo impossível de São Paulo. Os muitos personagens não se encontram. O emaranhado de suas vidas escorre sem que ninguém, a não ser eles mesmos, tome conhecimento disso. A ótica não é a do expectador, mas a do próprio personagem, o que torna o livro singular. Ruffato costura histórias de gente que vemos todos os dias, perdida por diversos pontos da cidade buscando menos um motivo e mais uma maneira de sobreviver. Um olho mágico bastante revelador do grande rebanho anônimo que vive desgarrada e desesperadamente em São Paulo. Do qual ninguém mais sabe nome, pelagem ou origem.
eles eram muitos cavalos
Tuareg

Boas, pessoal.
Fiquei um tempo sem dar dica de livros aqui, mas agora venho com uma boa.
Tuareg:
Ninguém desonra um tuareg. Homens duros, orgulhosos, só estes guerreiros do deserto conseguem sobreviver no Saara infernal uma das regiões mais áridas da Terra. Ao contar a história do tuareg Gacel Sayad, Figueroa mergulhas no estranho e fascinante mundos dos guerreiros do deserto. Um mundo milenar e misteriosos onde homens altivos, orgulhosos, com uma cultura antiquíssima, cultivam sua obsessão pelo isolamento, ignorando a civilização que começa depois das dunas. Tuareg é sobretudo a epopéia de um verdadeiro guerreiro tuareg, que, solitário, faz com que se cumpra a lei do deserto, que condena à morte todos aqueles que infringem o seu milenar e inflexível código de honra.
É isso ai, espero que gostem e boa leitura!
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Suposta morte de Arnold Schwarzenegger
A história poderia ser uma piada se não fosse trágica e verdadeira. Arnold Schwahzenegger morreu e é verdade. Mas trata-se de um garoto de 17 anos, de Goiânia que ainda tem mais dois sobrenomes, Arnold Schwahzenegger Santos Gonçalves. Ele morreu depois de tomar um tiro na cabeça.
A notícia ganhou os trending topics – lista de assuntos mais comentados no Twitter – depois que um internauta a descobriu num portal de notícias de Goiás. A notícia da morte de Arnold não é mentirosa, apenas não está explicado quem é que morreu realmente.
Algumas pessoas ficaram muito chateadas em passar por uma pegadinha – que na realidade não é pegadinha, pois alguém morreu. “Olha lá nos TTs. Morre Arnold Schwarzenegger. É brincadeira. Brincadeira? Não, é maldade e burrice. É gente querendo se anunciar escrota. Para o mundo”, reclamou o cantor Leo Jaime.
Americanos não entendem até agora o motivo exato do nome do governador da California estar entre os assuntos. Mais uma vez o Brasil mostra que tem poder em se tratando de chamar a atenção. Foi o mesmo que ocorreu com o ‘Cala Boca Galvão’ que ganhou o mundo e que foi explicado aos estrangeiros que se tratava de uma ave e não do locutor da TV Globo.
Em tempo: Arnold Schwarzenegger está bem, em sua casa na California e já deve ter tomado o conhecimento sobre os fatos da morte do garoto homônimo brasileiro.
Necessidades Sexuais
Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus".
E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração. Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama.Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior "T" e, nesse momento, ela parou e me disse: -Acho que agora não quero, só quero que você me abrace…
Eu falei: -O QUEEE??? Ela falou: -Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi. No dia seguinte, fomos ao shopping.
Entramos em uma grande loja de departamentos… Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos a seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!!
Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz! Quando ela falou:
-Vamos passar no caixa para pagar, amor? Dai eu disse: -Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem…Só quero que você me abrace. Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: -Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem. Me vinguei, mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de 2010.
Luiz Fernando Veríssimo






















