06 September 2010

eles eram muitos cavalos

Publicado por Guilherme Rittner Em 29 - Julho - 2010 ADD COMMENTS

Neste livro, Luiz Ruffato busca desvendar São Paulo. Não apenas a metrópole com seus engarrafamentos, seus parques, ou o dinheiro correndo por entre os conglomerados econômicos. Ruffato decifra a cidade que está estampada todos os dias, minutos e segundos em nossa frente. Uma cidade rasgada pela diversidade humana, mosaico composto por gente de todos os lados do Brasil e de todas as classes sociais existentes e inexistentes. Gente perdida num anonimato interminável como exige o viver em São Paulo. Casais desfeitos, crianças roídas por ratos em barracos imundos, gente assassinada em seqüestros relâmpagos, vendedores ambulantes, velhos sem mercado de trabalho, famílias vivendo aglomeradas em caixas-apartamentos, pastores pregando em praça pública, pedintes, vendedores de balas, assaltantes, motoristas de táxi contando suas vidas aos passageiros, recordações da vida boa do interior deixada pra trás em nome do dinheiro e da sobrevivência. Os quadros se multiplicam e de desdobram. Como se a escrita de Ruffato retratasse um dia nas vidas de São Paulo. A linguagem fragmentada reflete a correria da maior metrópole da América do Sul. Cada mudança de história parece uma simples piscadela para o tempo impossível de São Paulo. Os muitos personagens não se encontram. O emaranhado de suas vidas escorre sem que ninguém, a não ser eles mesmos, tome conhecimento disso. A ótica não é a do expectador, mas a do próprio personagem, o que torna o livro singular. Ruffato costura histórias de gente que vemos todos os dias, perdida por diversos pontos da cidade buscando menos um motivo e mais uma maneira de sobreviver. Um olho mágico bastante revelador do grande rebanho anônimo que vive desgarrada e desesperadamente em São Paulo. Do qual ninguém mais sabe nome, pelagem ou origem.

Tuareg

Publicado por Guilherme Rittner Em 27 - Julho - 2010 ADD COMMENTS

Boas, pessoal.

Fiquei um tempo sem dar dica de livros aqui, mas agora venho com uma boa.

Tuareg:

Ninguém desonra um tuareg. Homens duros, orgulhosos, só estes guerreiros do deserto conseguem sobreviver no Saara infernal uma das regiões mais áridas da Terra. Ao contar a história do tuareg Gacel Sayad, Figueroa mergulhas no estranho e fascinante mundos dos guerreiros do deserto. Um mundo milenar e misteriosos onde homens altivos, orgulhosos, com uma cultura antiquíssima, cultivam sua obsessão pelo isolamento, ignorando a civilização que começa depois das dunas. Tuareg é sobretudo a epopéia de um verdadeiro guerreiro tuareg, que, solitário, faz com que se cumpra a lei do deserto, que condena à morte todos aqueles que infringem o seu milenar e inflexível código de honra.

É isso ai, espero que gostem e boa leitura!

Obras de Gil Vicente

Publicado por Guilherme Rittner Em 01 - Julho - 2010 ADD COMMENTS

Ao falar de Gil Vicente, todo mundo lembra da famosa obra “Auto da Barca do Inferno”.

Este post é para mostrar que existem mais obras de qualidade do autor.

Prando de Maria Parda – Download

Monólogo do Vaqueiro – Download

Existem mais obras que podem ser baixada, porém não é permitido que coloquemos aqui no blog.

Elas podem ser encontradas no site do Instituto Camões.

Este é um dos textos de que eu mais gosto.

Proferido em 1654, na cidade de São Luiz do Maranhão, Padre Antônio vieira “esnoba” sua imaginação, poder, retórica e oratória ao colocar os peixes como homens. Consegue louvar algumas das virtudes humanas e criticar severamente os vícios dos colonos brasileiros.

Declamado de costas para todo o povo que o assistia e dirigindo sua visão diretamente ao mar, o padre designa aos peixes as principais características humanas, e ao realizar seu discurso, jamais menciona que suas palavras são aos homens, mas faz com que aquilo seja entendido facilmente pelos que ouvem.

Este é um importante documento de nossa história aqui no Brasil e uma brilhante obra literária que merece ser lida.

Clicando AQUI ou na imagem você pode fazer o download em pdf do texto

Elogio da Loucura

Publicado por Guilherme Rittner Em 22 - Junho - 2010 ADD COMMENTS

Não seria justo que o livro de hoje escape de alguma estante, em qualquer casa, em qualquer apartamento, em qualquer parte do planeta Terra.

Falo hoje do livro “Elogio da loucura”, escrito por Erasmo de Rotterdam (Roterdã, Roterdão, como quiserem) para seu amigo Thomas Morus, em 1509 e publicado em 1511, ou seja, período pleno da Reforma Protestante, podendo ser citado como um dos catalisadores deste movimento.

Esta é uma obra breve, escrita em uma de suas viagens da Itália para a Inglaterra, e como diz o  autor, foi algo escrito apenas para sua própria distração, em um momento que não havia condições de escrever um obra séria.

Quem conta a história não é Erasmo, muito menos uma pessoa. Toda a história é narrada por uma “Deusa”, a Loucura, que pela visão do autor é a mais importante e a que domina todos os homens.

Nada substitui a loucura, ela é necessária a todos os seres, as atitudes são nada mais do que um reflexo da divindade “criada” nesse livro. Claro, não pense que as suposições propostas são infundadas. Tudo o que se passa é explicado, e muito bem detalhado.

Sua critica explícita mirada para todos os “tipos” sociais são, muitas vezes, fortes. A Igreja não escapa, indulgências, a vida regada de bens matérias do clero, entre outras coisas, não se fazem perdoar.

Um clássico, sem dúvidas. Pode-se fazer valer até hoje como código de conduta e denúncia do que acontece no mundo descrito por este livro narrado pela “Loucura”.

A dica está lançada!

Boa leitura a todos e até a próxima.

Resenha produzida para Denker.com.br e Cadesofia.com.br

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